"Muitos pacientes têm medo de perguntar as coisas para o médico e parecerem chatos ou ignorantes. Mas a saúde é sua! Se o médico prescreveu algo e você tem dúvidas se aquele remédio está na lista de proibidos da porfiria, você tem todo o direito de questionar. Como é a abertura do médico de vocês para tirar dúvidas? Ele escuta vocês com respeito?"
Essa fala é extremamente importante, porque ainda existe muito receio por parte dos pacientes em se posicionarem durante a consulta. Mas, de fato, a saúde é um direito e o paciente deve ser protagonista do seu cuidado.
Como enfermeira, percebo que a qualidade do vínculo com o profissional faz toda a diferença. Já acompanhei situações em que o paciente se sentia inseguro para perguntar, com medo de ser julgado ou de “atrapalhar” a consulta. Por outro lado, quando encontra um médico que escuta com atenção, explica de forma clara e respeita as dúvidas, há uma mudança significativa na confiança e na adesão ao tratamento.
No contexto das porfirias, isso se torna ainda mais essencial, já que existem medicações potencialmente desencadeantes e o paciente precisa se sentir seguro para questionar qualquer prescrição. Perguntar não é sinal de desconfiança, mas sim de cuidado e responsabilidade.